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Violência contra mulher tende a ser omitida quando vítima tem filhos com o agressor

Foto: Divulgação

A juíza assassinada pelo ex-marido na frente das filhas no Rio de Janeiro é cremada em cerimônia restrita a amigos e familiares mais próximos.

Três meses antes de ser morta, Viviane Vieira do Amaral havia feito um registro de lesão corporal e ameaça contra o ex-marido.

Mesmo vivendo uma situação de violência, o assunto não era de conhecimento dos amigos de trabalho, revela a presidente da Associação de Magistrados do Brasil, Renata Gil.

Independentemente da classe social, ou do cargo que ocupa, segundo a magistrada, a violência contra a mulher muitas vezes é omitida, principalmente, quando a vítima tem filhos com o agressor.

Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, o número de denúncias feitas por telefone sobre violência sofrida por mulheres aumentou quase 18% durante os nove dias seguintes à data em que o isolamento social começou a valer em vários estados do país.

Renata Gil reforça a importância de denunciar e, mais importante, identificar que está vivendo uma relação abusiva.

O telefone 180 funciona em todo o território nacional e também pode ser acessado em outros 16 países.

Mulheres em situação de violência ou testemunhas de violência contra mulheres podem entrar em contato 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

 

Ouça a reportagem de Francini Augusto: