“A nossa expectativa é de que a gente vai conseguir imunizar a população e com isso manter o crescimento”, diz economista da CNI. Imagem: reprodução

A BandNews FM leva ao ar um programa especial com um balanço de 2020 e as perspectivas para 2021 para a Indústria e o Comércio, que tiveram grandes oscilações no ano primeiro ano de pandemia.

O Brasil vivia no início do ano uma crise econômica que perdurava desde 2015, com poucos indícios de retomada.

Então veio a pandemia, declarada em março, mas que o mercado financeiro já conhecia desde o fim de janeiro – já previa um cenário de incertezas.

Para trazer para os ouvintes um panorama para o ano que vem e esclarecimentos sobre o que aconteceu em 2020, a BandNews ouviu representantes de dois entre os setores mais importantes para a economia no País.

O economista Fábio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC, e o economista, Renato da Fonseca, gerente executivo de economia da Confederação Nacional da Indústria.

Ambos fizeram um balanço positivo das medidas econômicas do governo, com destaque ao auxílio emergencial e à medida que permitiu a redução de salários em troca de estabilidade temporária no emprego.

O debate foi conduzido por Narley Resende.

Para Fábio Bentes, como legado positivo da crise, o comércio teve avanços nas vendas on-line.

A principal herança negativa, segundo ele, foi inflação.

“O comportamento da inflação, por causa da mudança abrupta nos hábitos de consumos, a gente vê um aumento expressivo nos preços dos alimentos”, disse.

Renato da Fonseca lembra que a indústria não teve tempo de acumular estoque e que tem dificuldades severas de garantir matérias primas, principalmente no início da pandemia.

Para a retomada, Fonseca destaque o não adianta o governo adotar medidas sem que o país volte a crescer.

“A gente não vai gerar empregos com legislação. A gente pode dificultar, com uma legislação que desincentiva a contratação, mas se você cresce, você tem que contratar”, destaca.

A cobrança dos setores para 2021 é a agilidade no processo de imunização contra o coronavirus.

“As incertezas são muito altas. A nossa expectativa é de que a gente vai conseguir imunizar a população e com isso manter o crescimento. Há chance de isso não acontecer? Há. A gente está olhando na Europa uma segunda onda, os nossos números de contágio não param de crescer. Então, a gente precisa trabalhar isso. Primeiro, é a população e o governo que não podem esquecer que a gente continua com a doença, sem uma cura e sem uma vacina para proteger. Vencida essa etapa, acreditando que a gente vá conseguir as vacinas, e que o sistema de saúde de conta de impedir novos fechamentos, aí é preciso que o Congresso e o governo trabalhem nas reformas”, afirma Renato da Fonseca.

Ouça a íntegra do debate:

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