Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin

Eleições presidenciais no Equador terão segundo turno

 

As eleições no Equador irão para o segundo turno. O pleito realizado no último domingo está com 97,38% das urnas apuradas e traz o candidato Andrés Arauz na liderança. Ele tem 32,19% dos votos e deve disputar o segundo turno ou com o advogado e ativista indígena Yaku Perez, que está com 19,81% dos votos, ou com o economista Guilherme Lasso, que tem 19,60%.

Segundo a agencia Reuters, Yaku Perez deseja uma recontagem em pelo menos três províncias do Equador. Ele alega que seu partido teve mais votos na eleição para a Assembleia Nacional nestas províncias e que isso seria um indicio de fraude. A possível ida do candidato ao segundo turno no Equador representa o melhor resultado para uma candidatura indígena na história do país.

Já Arauz é ligado ao ex-presidente do Equador, Rafael Correa, que governou o país de 2007 a 2017 e mora na Bélgica. Correa é alvo de processos por corrupção e pode ser preso se voltar ao Equador. Apesar das denúncias, o ex-mandatário ainda tem uma força política expressiva no país e quase foi candidato a vice de Arauz.

No Equador, é possível ser eleito no primeiro turno se um dos candidatos tiver mais de 40% e dez pontos percentuais acima do adversário político. Além disso, se um dos candidatos tiver mais da metade dos votos, também estará eleito em primeiro turno. Os resultados de boca de urna indicavam que Andrés Arauz teria 34,99% e Guilherme Lasso 20,99%. Os resultados de boca de urna indicavam que Andrés Arauz teria 34,99% e Guilherme Lasso 20,99%.

O mandato do atual presidente, Lenin Moreno, termina no dia 24 de maio.

Quito sofre grave crise política e sanitária. Em 2019, após o fim de subsídios para combustíveis, milhares de pessoas foram as ruas contra o governo de Lenin Moreno. Os manifestantes foram impulsionados por lideranças indígenas que se tornaram influentes no país. O Equador também luta contra o caos sanitário em virtude da pandemia da Covid-19: o país teve milhares de mortos e a estrutura hospitalar e funerária não foi capaz de conter a indesejável demanda.