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Caso preste novo depoimento, mãe de Henry deve alegar que também era agredida por Jairinho. Polícia espera concluir inquérito até sexta

Vereador Jairinho Santos, Henry Borel e Monique Medeiros. Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

A semana que se inicia é considerada fundamental para a Polícia Civil quanto ao caso da morte de Henry Borel, de 4 anos. Os agentes esperam concluir até esta sexta-feira (23) o inquérito sobre a morte da criança, que ocorreu no dia 8 de março, no Rio de Janeiro, após pelo menos 23 lesões externas provocadas por ação violenta.

Segundo o delegado Antenor Lopes, diretor de Polícia da Capital do Rio, foi possível colher provas muito contundentes, que seriam “mais que suficientes” para que o caso seja levado a Justiça. O padrasto do menino, o médico e vereador Jairinho Santos, e a mãe, Monique Medeiros, foram presos preventivamente no dia 8 de abril.

Mãe de Henry quer “trabalhar com a verdade”

Os policias que atuam no caso ainda não confirmaram se irão de fato colher um novo depoimento da mãe do menino. Monique solicitou uma nova oportunidade para dar sua versão sobre a morte do filho após trocar de advogados na última semana e fazer uma defesa separada à do namorado. Segundo nota divulgada pelos novos representantes de Monique, a única estratégia será “atuar com a verdade”.

O médico e vereador Jairinho Santos, e a mãe de Henr, Monique Medeiros, foram presos preventivamente no dia 8 de abril. Imagem: Reprodução

Advogados dão a entender que Monique também seria vítima de Jairinho

Neste fim de semana, um outro comunicado divulgado pela defesa de Monique também chamou a atenção. O grupo de advogados deu a entender que a mãe de Henry teria a dizer à Polícia Civil que também sofria agressões por parte de Jairinho, e não apenas o filho. Segundo eles, “há repetição de um comportamento padrão de violência contra mulheres e crianças” por parte do vereador.

 Veja o comunicado dos advogados na íntegra:

Dentro do objetivo de atuar com a verdade, a defesa da Sra. Monique Medeiros, insiste na necessidade da sua nova audição pelo senhor delegado de polícia que preside o inquérito e faz um público apelo, para a referida autoridade policial, neste sentido. Se várias pessoas foram ouvidas novamente, não tem sentido deixar de ouvir Monique. Logo ela que tanto tem a esclarecer. Não crê a defesa que exista algum motivo oculto para “calar Monique” ou não se buscar a verdade por completo.

A defesa observou, do estudo dos novos elementos do Inquérito, que há repetição de um comportamento padrão de violência contra mulheres e crianças. Neste lamentável caso, a diferença foi a morte da criança“.

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