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Diante do aumento no número de mortes, grávidas devem se vacinar contra o coronavírus

Apesar de não haver estudos completos sobre a vacinação contra o coronavírus em gestantes, especialistas ouvidos pela BandNews FM afirmam que a imunização é, sim, segura. Na última semana, o Ministério da Saúde divulgou uma orientação para que essas mulheres tomem a dose diante do aumento dos números de óbitos.

Foto: Reprodução

Segundo um levantamento do Observatório Obstétrico Brasileiro da COVID-19, o número de gestantes que morreram por semana em decorrência do coronavírus mais do que dobrou. Houve um crescimento de 145% na taxa de morte semanal em 2021 na comparação com 2020.

A obstetra e ginecologista Tânia Schupp explica que as mudanças no corpo da mulher durante a gravidez aumentam o risco de morte:

Em fevereiro, a gestante e psicóloga em UTI Rayssa Nassif recebeu as duas doses da CoronaVac no quinto mês de gravidez e conta que apresentou a autorização médica:

A imunização é indicada, principalmente, para mulheres com doenças prévias como asma, diabetes ou hipertensão. As gestantes sem comorbidades também podem receber as doses, mas apenas com recomendação médica.

Já as grávidas que fazem parte dos grupos prioritários, como profissionais da saúde, agentes de segurança e professoras, só devem procurar os postos de vacinação na fase determinada; cada cidade define as datas da campanha.

A obstetra Tânia Schupp afirma que, pelo fato de a CoronaVac ser semelhante a outro imunizante já aplicado em gestantes, a segurança está garantida:

A Anvisa esclarece que apenas dois estudos de vacinação em grávidas foram autorizados no Brasil: da vacina da Janssen e da Pfizer.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, não há contra-indicação porque não existem pesquisas concluídas, portanto, também não há garantia de ausência de risco e é preciso que a mulher tenha acompanhamento médico.

O Instituto Butantan afirma que os estudos clínicos feitos em animais não demonstraram perigo na aplicação durante o período de gestação, porém ressalta a necessidade de orientação médica para a aplicação da CoronaVac.

Já a Fiocruz afirma que não existem estudos conclusivos da vacina de Oxford/AstraZeneca sobre gestantes e crianças no Brasil.