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Mãe do menino Henry escreve carta para contar sobre agressões que sofria de Jarinho e defesa insiste em novo depoimento

Foto: Tania Rego

Investigada por omissão na morte do próprio filho, o menino Henry, de 4 anos, a professora Monique Medeiros fez exame de tomografia no Hospital Municipal Albert Schweitzer, nesta terça-feira (20), após testar positivo para a Covid-19. Em seguida, ela foi liberada e voltou para o sistema prisional.

A defesa de Monique afirmou que vai pedir acesso a documentação hospitalar para confirmar se ela realmente foi diagnosticada com a doença.

Os advogados da acusada afirmaram que apesar da possível contaminação, um novo depoimento segue sendo imprescindível, mesmo que por videoconferência.

O secretário estadual de Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski, afirmou que cabe ao delegado Henrique Damasceno, responsável pelas investigações, definir se a professora vai ser novamente ouvida.

Segundo a defesa da mãe do menino, Monique vem escrevendo uma carta sobre o relacionamento com o vereador Jairinho. Ela estaria relatando que foi agredida pelo parlamentar durante o início do namoro. Segundo Monique, em um dos episódios, o político teria pulado o muro da casa da mãe da professora e a enforcado.

A professora relatou aos advogados que após a morte de Henry sofreu pressão psicológica do vereador. De acordo com ela, a ida ao salão de beleza dias depois do enterro do menino ocorreu porque Jairinho criticou sua aparência.

Apontada como uma das principais testemunhas nas investigações do caso Henry, a ex-babá do menino Thayná Oliveira vai ficar fora do Rio até o próximo domingo (25). A defesa diz que ela busca isolamento.

A babá voltou atrás da primeira versão apresentada por ela e confirmou à Polícia Civil que presenciou pelo menos três episódios de violência de Jairinho contra a criança, de 4 anos, apenas em fevereiro.

Nesta terça (20), o Conselho de Ética da Câmara Municipal recebeu a cópia do inquérito contra Jairinho. O material foi entregue pelo delegado do caso ao procurador da Casa. Com isso, o presidente do colegiado, Alexandre Isquierdo, convocou uma reunião do grupo para esta quarta (21) para iniciar a análise dos documentos.

A Polícia Civil deve concluir as investigações até sexta (23), e Monique e Jairinho devem ser indiciados por homicídio duplamente qualificado, com emprego de tortura e sem dar chance de defesa à vítima.