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“Ministério da Saúde precisa dar uma orientação nacional sobre comorbidades”, afirma infectologista

O anúncio de que estados devem começar a vacinar pessoas com comorbidades levantou dúvidas sobre o processo de imunização no país. Até agora, os idosos e os profissionais de saúde estavam sendo vacinados.


Para a infectologista Carla Domingues, os grupos com elevada taxa de mortalidade precisam ser vacinados antes de outras categorias profissionais.


A ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde conversou com os apresentadores Sandro Badaró e Thais Dias sobre as próximas etapas da campanha de vacinação contra o coronavírus e como pode ser feita a definição dos grupos prioritários, diante da falta de doses.

Segundo a infectologista, a principal questão é definir quais comorbidades entram antes no programa de vacinação.

Foto:EBC


“Se não temos vacina para todos, precisamos de uma orientação nacional e o ministério da saúde tem os dados necessários para definir quais pessoas com comorbidades precisam ser vacinadas antes”, alertou Domingues. A médica acredita que o Ministério da Saúde precisa ter uma diretriz nacional e não deve delegar isso aos estados.

A ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações ressaltou que a escolha dentre as comorbidades se dá pela falta de vacinas. “ Estávamos acostumados a termos muitos imunizantes para as campanhas nacionais, se tivéssemos mais vacinas, não precisaríamos escolher quem tomaria primeiro”, acrescentou Carla Domingues.

Confira a entrevista na integra: