Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin

Polícia deve decidir até amanhã se mãe de Henry irá depor novamente

Foto: Reprodução.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deve decidir até quinta-feira (22) se vai ouvir novamente a mãe de Henry Borel, Monique Medeiros.

A defesa da professora entrou com um pedido no Ministério Público, solicitando que ela preste um novo depoimento aos policiais que investigam a morte da criança. Os novos advogados de Monique alegam que, agora, ela vai falar a verdade.

Nesta terça-feira (20), Monique Medeiros fez exame de tomografia no Hospital Municipal Albert Schweitzer, após testar positivo para a Covid-19. Em seguida, ela foi liberada e voltou para o sistema prisional.

A defesa de Monique afirmou que vai pedir acesso à documentação hospitalar para confirmar se ela realmente foi diagnosticada com a doença. Os advogados da acusada afirmaram que, apesar da possível contaminação, um novo depoimento segue sendo imprescindível, mesmo que por videoconferência.

Ainda segundo a defesa da mãe do menino Henry, ela vem escrevendo uma carta sobre o relacionamento dela com o vereador Jairinho, em que afirma que também era agredida pelo parlamentar no início do namoro. Segundo Monique, em um dos episódios, o político teria pulado o muro da casa da mãe da professora e a enforcado.

Monique relatou aos advogados que, após a morte de Henry, sofreu pressão psicológica do vereador. De acordo com a professora, a ida ao salão de beleza dias depois do enterro do menino ocorreu porque Jairinho criticou sua aparência.

Em depoimentos anteriores, a professora teria alegado que o nervosismo a fez arrancar tufos de cabelo da cabeça, por isso ela foi ao salão de beleza para fazer a manutenção do mega hair, método de alongamento de cabelos.

O primeiro depoimente da mãe de Henry e de Jairinho apontava que a criança havia sido vítima de acidente doméstico, vesão que foi descartada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro que segue investigando o caso.

Mandato de Jairinho pode ser cassado

Nesta quarta-feira (21), a Câmara Municipal deve dar início ao processo que pode resultar na cassação do mandato de vereador de Jairinho, padrasto de Henry, apontado pela Polícia Civil como o assassino do pequeno Henry Borel. Caso o afastamento definitivo seja confirmado, vai ser a primeira vez em que a Câmara Municipal cassa o mandato de um vereador na capital fluminense.

Ele foi afastado na última segunda-feira (19) da presidência da Comissão de Justiça e Redação, cargo considerado o mais importante da Câmara Municipal.

A Polícia Civil deve concluir as investigações até sexta (23), e Monique e Jairinho devem ser indiciados por homicídio duplamente qualificado, com emprego de tortura e sem dar chance de defesa à vítima.