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Árbitra brasileira se prepara para fazer história no basquete nos Jogos de Tóquio

Foto: @andreiasilvafibablack

“É arregaçar as mangas e ir pra cima. Não tem outra saída. É trabalhar e trabalhar”. Esse é o lema seguido pela árbitra de basquete Andreia Regina Silva desde que, lá atrás, foi obrigada a deixar a casa em que morava em São Paulo porque não tinha dinheiro para pagar o aluguel. “Deram uma semana para eu conseguir R$150 reais. Eu não tinha e pediram para que eu arrumasse minhas coisas e fosse embora. E, quando estava na porta, olhei para uma televisão e disse que um dia iriam me ver na TV”.

Andreia foi embora e fez o que tinha prometido. Passou a se destacar como árbitra de basquete até se tornar a primeira mulher a ter a licença black da Federação Internacional que permite a ela apitar qualquer partida da modalidade. Agora, a brasileira faz história mais uma vez, entrando na lista dos 30 árbitros que estarão nos jogos dos Jogos Olímpicos de Tóquio. “Quando eu vi o e-mail, não acreditei. Li de novo e de novo. Percebi que iria mesmo para a Olimpíada. Liguei para a minha vó e choramos juntas”, diz emocionada.

Andreia Regina Silva pode se tornar no Japão a primeira árbitra a comandar um jogo pela chave masculina de basquete. No entanto, ela procura não pensar nessa possibilidade neste momento. A prioridade é seguir com os protocolos diante da pandemia de coronavírus e chegar bem fisicamente. “Em um jogo de alto nível, o árbitro tem que estar antes na posição durante um contra-ataque, por exemplo, para conseguir analisar se foi falta ou não. E por minha licença ser black, eu faço o mesmo teste físico dos homens”.

Acompanhe mais na reportagem de Arthur Covre.

Confira a entrevista na íntegra: