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CPI da Pandemia aprova convocações de ex-ministros da Saúde para depor; atual representante da pasta também será ouvido

Em nova sessão nesta quinta-feira (29), a Comissão Parlamentar de Inquérito responsável por investigar as ações do Governo Federal durante a pandemia de Covid-19 aprovou as convocações dos ex-ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello para prestarem depoimento. O atual responsável pela pasta, Marcelo Queiroga, também será chamado para depor.

De acordo o calendário aprovado durante a reunião, Mandetta, que deixou o ministério em abril do ano passado, e Teich, que assumiu a pasta alguns dias depois e solicitou saída no mês seguinte, serão ouvidos pela comissão no mesmo dia, na terça-feira (04). Eduardo Pazuello, demitido em março deste ano após série de polêmicas envolvendo sua gestão – muitas das questões que motivaram a abertura da investigação – prestará depoimento na quarta-feira (05). Já o atual ministro falará no dia seguinte.

Foto: Reuters

Também foi aprovada a convocação do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, que será ouvido no dia 06 de maio.

Convocação de Fabio Wajngarten adiada

O requerimento de convocação do ex-secretário da Presidência da República, Fabio Wajngarten, só será analisado na próxima terça-feira (04). Wajngarten recentemente fez acusações sobre a atuação do ministério da Saúde na compra de imunizantes contra a Covid-19, afirmando que a aquisição de 70 milhões de doses de vacinas da Pfizer não avançou por “incompetência e ineficiência” dos gestores da Saúde.

Desentendimentos também marcaram a reunião

Ainda no encontro desta quinta-feira, os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), que é relator da comissão, e Ciro Nogueira (PP-PI), aliado do presidente Jair Bolsonaro, protagonizaram uma discussão acalorada sobre os requerimentos de informações que seriam colocados em votação. Para Nogueira, todos os pedidos já apresentados à comissão, por volta de 300, deveriam ser aprovados. O relator viu a solicitação como uma tática para atrasar o trabalho da CPI, e afirmou: “Eu não estou com medo. Com medo está quem não quer que a comissão prossiga.”