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Juros do rotativo do cartão caíram com regras novas, mas ainda estão nas alturas

Cartões de crédito
Os juros do rotativo do cartão de crédito caíram mais de 100 pontos porcentuais depois que a modalidade passou a ter regras novas, um ano e meio atrás.

Desde abril de 2017, quem deixa de pagar o valor integral da fatura do cartão só pode usar o rotativo por, no máximo, 30 dias. No mês seguinte, o banco precisa oferecer uma opção de parcelamento com juros mais baixos e o cliente tem de escolher entre aceitar a renegociação ou quitar a dívida.

“Entre todas as medidas anunciadas pelo governo, essa foi a que, de fato, teve o resultado mais positivo”, diz o diretor de pesquisas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira.

Segundo ele, antes das mudanças, as taxas eram de 14,31% ao mês, o que dava quase 400% ao ano; hoje, estão em 11,74% mensais, ou 278% anuais. “As taxas precisam cair mais ainda, mas é fato que caíram mais de 100 pontos porcentuais.”

Nesta semana, o Conselho Monetário Nacional decidiu que os bancos vão poder reduzir o limite do cartão de crédito dos clientes antes de 30 dias de prazo, que era a regra em vigor até agora. Isso poderá ser feito nos casos em que o perfil de risco de crédito do consumidor piorar. Para Miguel de Oliveira, a medida é boa tanto para os clientes quanto para os bancos.

“Normalmente, no cheque especial e no cartão de crédito, o limite é dado no momento em que você abre uma conta bancária. O risco de uma operação em que o crédito foi dado lá atrás, num outro momento, é muito grande. Não é à toa que a inadimplência no cartão de crédito é de 35%. Se o banco tem a condição de poder avaliar isso frequentemente, ele teria um risco menor de inadimplência. Isso também evita que o cliente se endivide mais.”

Taxas do cheque especial caíram pouco

Outra medida anunciada pelo governo para reduzir os juros recentemente foi a mudança nas regras do cheque especial, que passou a valer em julho.

Ela vale para dívidas superiores a R$ 200 e é parecida com a que foi feita no cartão no ano passado: quando o cliente usar mais de 15% do limite durante 30 dias, o banco deve oferecer uma renegociação.

A diferença é que o cliente não é obrigado a aceitar, o que, segundo Miguel de Oliveira, fez com que não tivesse grande efetividade. Nos últimos meses, os juros médios do cheque especial caíram pouco, de 300 para 282% ao ano.