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Consumidor poderá pagar todos os boletos vencidos em qualquer banco

A partir de amanhã, o consumidor poderá pagar todos os boletos vencidos em qualquer banco, e não apenas na instituição financeira em que foram emitidos. A regra vinha sendo colocada em prática desde meados de 2017 e agora passa a valer, também, para faturas de cartões de crédito e de doações.

Elas correspondem a cerca de 40% do total de títulos emitidos no país e têm uma característica em comum: o valor a ser pago pode não ser exatamente o que consta do boleto – no caso do cartão, pode ser o mínimo; no caso das doações, o que ele quiser.

As empresas terão que registrar os boletos

O diretor-adjunto da operações da Federação Brasileira de Bancos, Valter de Faria, explica que todas as empresas vão precisar registrar o boleto na hora da emissão. As informações do documento serão repassadas automaticamente para os bancos.

“Essas as informações são: o nome e o CNPJ do emissor, o nome e CPF do pagador, data de vencimento, valor, se tiver desconto cadastrado pelo emissor do boleto, o desconto será concedido, e aqui a novidade da plataforma: um boleto vencido, ele já virá com os encargos e vou poder pagar o meu boleto em qualquer canal de recebimento de qualquer banco, não mais sendo necessário eu sacar o dinheiro no meu banco para poder efetuar pagamento no banco emissor do boleto.”, afirmou Valter de Faria

A Febraban diz que a medida vai ajudar a diminuir algumas fraudes, como as que acontecem com a troca de boletos físicos ou quando um vírus contamina o computador de quem usa internet banking, por exemplo. Mas, a mudança que desde o fim de outubro já valia para títulos comuns de menos de 100 reais, também tem impacto no custo das empresas, especialmente as menor porte.

Presidente de uma companhia que oferece soluções de pagamento, André Baldini explica que, até agora, o empreendedor pagava apenas pela liquidação do boleto.

“O pequeno vai se sujeitar ao pagamento da taxa no registro do boleto e se título ficar vencido por mais de 30 dias, existe uma taxa que é chamada de taxa de permanência ou manutenção, que é cobrada mesmo sem haver o pagamento. Se o cliente ainda não pagar e o empreendedor tiver que baixar esse boleto, será cobrada mais uma taxa na baixa. Se ele precisar operar esse boleto agora registrado, ele também paga operação e paga também na liquidação.”, diz Baldini.

Os bancos são livres para determinar as tarifas e também podem fazer pacotes ou ofertas especiais para as empresas, de acordo com o histórico de relacionamento que tiver com elas.