O motorista de aplicativo Jorge Anderson de Brito Barnabé ficou preso por quase dois meses, em São Paulo, acusado de tráfico de drogas e associação para o tráfico, mesmo com provas que poderiam inocentá-lo.

Ele foi detido no dia 27 de julho após fazer uma corrida entre Ferraz de Vasconcelos e Artur Alvim, na Zona Leste.

Antes, ele havia pegado um passageiro que transportava uma mala e, dentro dela, havia 10 quilos de maconha – tudo embalado à vácuo para eliminar o cheiro.

O motorista sempre alegou que não sabia do conteúdo e o próprio passageiro, Charles de Oliveira Menezes, escreveu uma carta e admitiu em juízo que Jorge não estava envolvido.

Além disso, documentos da própria 99 – incluídos nove dias depois da prisão no processo – apontaram que a chamada atendida pelo motorista foi feita de forma aleatória, ou seja, sem acerto prévio entre os dois.

A origem e o destino foram colocados pelo próprio passageiro no aplicativo, que também estava utilizando o aplicativo no celular de outra pessoa, com os dados dele. No mesmo dia, Jorge já havia feito 11 corridas.

O Ministério Público, no entanto, fez a denuncia e defendeu que ele fosse mantido preso.

Jorge foi solto ontem graças a um habeas corpus concedido pela Justiça, na segunda instância.

Para a advogada de Jorge, Emilyenne Martins, a Polícia, o Ministério Público e a Justiça ignoraram as provas que tirariam seu cliente da prisão.

Ele vai responder ao processo em liberdade e a defesa aguarda que ele seja absolvido. O carro do motorista segue apreendido.

Procurado, o Ministério Público afirmou que chegou a pedir a soltura de Jorge na última audiência e aguarda a perícia no telefone de ambos para saber se se conheciam.

3 COMENTÁRIOS

  1. “Essa justiça, desafinada, é tão humana e tão errada” já dizia Renato Russo. Ridícula essa constituição, ridícula a atitude desses aí, não merecem nem comentários. A Justiça atual só serve pra benefícios de gente errada, o honesto só leva ferro

  2. Justiça injusta em vez de se ater ao fatos procura de qualquer forma.
    Culpar os inocentes . Isto e falta de respeito com a população. As pessoas envolvidas neste caso devem ser exonerados para mostrar que são servidores públicos.. e não de seu próprio ego como podem ignorar o princípio básico de justiça havendo qualquer dúvida o reu tem que solto …
    Parabéns pela reportagem

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