Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Líder no ranking de assessores no Senado, o senador Izalci Lucas, do PSDB do Distrito Federal, abriga no gabinete uma condenada por corrupção no STF, além de pelo menos seis ex-candidatos a cargos eletivos, filiados ao partido dele e microempresários.

Com salário de R$ 5.735,93, Maria Cléia Santos de Oliveira foi condenada no início do mês pela 2ª Turma do Supremo Tribunal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo o Ministério Público Federal, ela teria ajudado o então chefe – outro senador – Valdir Raupp, do MDB de Rondônia, a obter 500 mil reais em propina, por meio de doação eleitoral, da construtora Queiroz Galvão na campanha de 2010.

Ela sempre negou qualquer irregularidade e ainda pode recorrer.

Em entrevista à BandNews FM, Izalci Lucas admitiu que não sabia da situação da assessora e que obteve ótimas referências ao contratá-la.

Afirmou ainda que, por coincidência, foi alertado por um parlamentar do MDB na última quarta-feira.

Izalci Lucas, como mostrou a BandNews FM, tem 83 assessores, que custam mais de 580 mil reais por mês – um gasto de 5 milhões e 700 mil reais desde o início do ano.

Ele justifica que trabalha muito, participa de mais de 10 comissões, é vice-líder do governo e precisa de especialistas ao lado dele.

Outro nome que chama a atenção é de Romulo Lopes Nascimento; ele é fisioterapeuta. E como são muitos, há ainda pelo menos 6 ex-candidatos e até um ex-prefeito entre os assessores de Izalci Lucas.

Com salário de 13.494,42, Rivalmir Fonseca de Souza é ex-prefeito de Itaporã, no Mato Grosso do Sul.

Outro assessor, Alexandre Bispo de Oliveira, foi candidato a vice-governador do Distrito Federal em 2018 pelo então PR e ganha 11.245,36.

O senador alega que precisa ter lideranças políticas ao lado dele. No gabinete e escritórios de Izalci, há ainda 5 filiados ou dirigentes locais do PSDB – partido dele -, microempresários e uma dona de escola infantil em Brasília.

Ao STF, as defesas de Maria Cleia e de Valdir Raupp negaram as acusações do Ministério Público Federal; ainda cabe recurso.

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