Laranjas utilizados em golpes de WhatsApp ficam com pelo menos 15% do valor depositado nas contas bancárias.

Na última quarta-feira, o repórter da BandNews FM Pablo Fernandez conseguiu conversar, por SMS, com quem havia clonado a conta dele.

A fraude aconteceu de uma forma simples: em uma ligação, o criminoso se passou por funcionário de um instituto de pesquisa e avisou, após o questionário, que enviaria um código de confirmação pelo celular.

O telefonema foi gravado:

 

Depois disso, o bandido passou a pedir dinheiro para os contatos do WhatsApp e informou duas contas diferentes, uma da Caixa Econômica e outra do BMG.

Na troca de mensagens, a pessoa que clonou o aplicativo afirmou, entre outras coisas, que está presa, que clonar celulares é a sua profissão, que os donos da conta e do número são laranjas e que eles ficam com 15% do valor obtido.

E ele ainda deu um conselho: “coloca senha no seu WhatsApp”.

O mesmo aconteceu com a arteterapeuta Helenice Alvarenga que caiu no golpe ao receber uma ligação e aceitar um voucher falso de um restaurante que gostava de frequentar.

 

O colunista de tecnologia da BandNews FM e fundador do site Olhar Digital, Wharrysson Lacerda, diz que esse tipo de golpe é o mais comum no WhatsApp. E por isso, segundo ele, é importante ter a chamada verificação em duas etapas.

 

O Datafolha, em seu site, informa que não envia links ou códigos de confirmação na realização de pesquisas.

Dados da PSafe, especializada em segurança digital, apontam que só no ano passado mais de oito milhões e meio de brasileiros foram vítimas de clonagem de WhatsApp.

O WhatsApp pede a quem teve o aplicativo clonado enviar e-mail para support@whatsapp.com.

A Secretaria de Segurança Pública, por sua vez, informa o que o caso descrito na reportagem será investigado e que, se alguém tiver sido vítima desse tipo de golpe, deve registrar Boletim de Ocorrência pela internet ou presencialmente.

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