Com o adiamento da Olimpíada, atletas adaptam rotina de treinos e competições


    O adiamento da Olimpíada vem exigindo um novo planejamento dos atletas, confederações e do Comitê Olímpico do Brasil para readequar os treinos e competições.

    O Time Brasil tem 177 vagas garantidas para os Jogos do Japão. Mas, muitos atletas não têm o calendário da modalidade em mãos para definir uma estratégia para a disputa do pré-olímpico, por exemplo.

    Ygor Coelho, do badminton, é o atual número 23 do ranking e está dentro da zona de classificação, já que os 40 melhores do mundo carimbam a vaga.O atleta foi revelado por um projeto social no Rio, mas mora, hoje, na Dinamarca, e aproveitou para operar o quadril no Brasil.

    Créditos. Instagram. Ygor Coelho, do badminton, aproveita o adiamento dos Jogos de Tóquio para fazer uma cirurgia no quadril.

    “Eu estou ansioso, não posso mentir. Mas, se eu tomei essa decisão de fazer a cirurgia, foi pensando em Tóquio e no que é melhor para o Brasil, pois é a competição mais importante da minha carreira”, explica Ygor.

    Já a atleta dos saltos ornamentais, Giovanna Pedroso, vai disputar o pré-olímpico em fevereiro. Recentemente, ela disputou um campeonato online e ressalta que foi uma experiência diferente.

    “Eu achei bem interessante. Quando fiquei sabendo da competição, me perguntando como seria por causa da piscina. Mas a organização da competição fez tudo de uma forma que todos puderam participar. Foram exercícios ligados aos saltos, mas nada fora do que estamos acostumados. É muito bom saber que sou a primeira campeã sul-americana do evento”, celebra Giovanna.

    Créditos: Instagram. Giovanna Pedroso, dos saltos ornamentais, durante a disputa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

    Giovanna Pedroso ainda não retomou toda a rotina de treinos e precisou de colchões e caixotes fornecidos pelo COB para as atividades em casa.

    Já a seleção feminina de futebol, com vaga garantida em Tóquio, está se reunindo pela segunda vez no ano na Granja Comary. O médico da seleção, o Dr. Nemi Sabeh Jr. deu detalhes das adaptações no local de treinos para receber as atletas.

    “As atletas ficam hospedadas nos quartos da Granja. Criamos uma bolha para ninguém sair. No refeitório, usam luvas e com distanciamento nas mesas, que têm acrílicos. No campo, durante a atividade, não precisa usar máscara”, afirma Nemi.

    Créditos: Thaís Magalhães/CBF. Com protocolo rígido de segurança, Granja Comary passa por adaptações para receber a Seleção Feminina.

    Ana Marcela Cunha também tem vaga garantida em Tóquio e retornou às competições neste mês. Eleita seis vezes a melhor do mundo na maratona aquática, a nadadora da Unisanta já subiu no pódio duas vezes, na Itália e em Portugal.

    “Não enfrentei ainda nenhuma adversária que está classificada nos Jogos Olímpicos. Pode acontecer na etapa da França. Não temos confrontos diretos a não ser quando nos encontramos nas etapas da Copa do Mundo, que ainda não voltaram”, conclui Ana Marcela.

    Créditos: Instagram. Depois de 7 meses sem competir, Ana Marcela conquista o segundo lugar nos 36km da Capri-Napoli.

    Ana Marcela Cunha foi uma das atletas escolhidas pelo COB para integrar a Missão Europa, que promove treinos em países que tenham controlado a pandemia do coronavírus.

    Confira a reportagem da rádio BandNews FM:

     

     

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