Erros de arbitragem marcam primeira fase do Brasileiro Feminino


    A primeira fase da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino terminou na última quarta-feira (14), com oito times classificados às quartas de final e outros quatro rebaixados.

    Algumas partidas desta primeira etapa foram marcadas por erros de árbitros (as). Os básicos: faltas invertidas, e pênaltis e impedimentos mal marcados.

    A atacante Glaucia, que comemora gol contra o Audax, marcou contra o São José e não levou (Foto: Miguel Schincariol/Saopaulofc.net)

    Mas, há falhas primárias também, como na identificação de jogadoras.

    Por exemplo, no dia 27 de setembro, o São Paulo venceu o São José por 2 a 0, com gols de Carol e Glaucia. Esta última, aliás, briga pela artilharia do campeonato.

    Mas, na súmula do jogo, a árbitra Beatriz Oliveira Dantas assinalou o gol para a camisa 9… Do São José.

    No clássico entre Grêmio e Internacional, no dia 24 de setembro, o Colorado venceu por 1 a 0 com um gol da Rafa. Na súmula, o tento foi dado para Fabi Simões.

    Novamente em um jogo do São Paulo, no dia 4 de outubro, o clube goleou por 6 a 0 o Vitória. Um dos gols foi anotado para a zagueira Gislaine, quando, na verdade, foi feito pela atacante Mylla.

    Estes são erros na formulação da súmula. Agora, o (a) árbitro (a) sai de campo e já preenche o documento on-line.

    Os clubes citados procuraram a CBF para correção dos dados e não obtiveram retorno.

    A BandNews FM consultou todas as equipes participantes da elite do futebol feminino brasileiro. Isso porque, além das reclamações acima citadas, há questionamento de marcações.

    O São José formalizou queixa por erros em três partidas: contra o Palmeiras, Minas Brasília e São Paulo. Falhas básicas também, na visão do time, como inversão de faltas, expulsão e gol irregular.

    Desrespeito

    Há outros questionamentos nas mãos da CBF sobre falta de respeito de profissionais com as jogadoras.

    No dia 1° de outubro, a meio-campista Camilinha, do Palmeiras, expôs o quarto árbitro da ocasião, Eleno Gonzalez Todeschini. “Ele está usando da voz dele, superior, para ficar desrespeitando a gente aqui. Ele foi machista com todas as atletas que estavam no banco de reservas. Isso é uma palhaçada. O futebol feminino precisa de respeito. Aí vem um cara com um pouco de autoridade, aqui desrespeitar a gente”, afirmou logo após o empate por 0 a 0 com o Grêmio.

    A reportagem apurou que atletas do Corinthians relataram à diretoria reclamações contra o mesmo profissional citado por Camilinha, no confronto contra o Internacional, no dia 10 de setembro.

    O episódio mais recente foi último no sábado, dia 10 de outubro, na derrota do Minas Brasília por 2 a 0 para o Cruzeiro. A atleta Jessica relatou que o árbitro Michel Patrick Costa Guimarães teria dito que a derrubaria se ela não saísse da frente dela.

    O lance que deixou as jogadoras do Minas inconformadas foi uma expulsão errada. Suzana, que já tinha amarelo, recebeu outro por uma falta, mas, a autora da infração foi Lia, que não possuía cartão.

    Presidente do Minas, Nayeri Albuquerque falou da situação. “Já era para ter acabado isso na modalidade, mas, infelizmente, nós vivenciamos um momento muito triste, porque nós fomos agredidas verbalmente pelo árbitro. Acho que ele deixou nossas atletas coagidas, por conta do poder que ele tinha. Fora os erros absurdos de arbitragem que ele teve, erros de interpretação, até erro de pessoa, porque ele expulsou uma atleta nossa sem ser a atleta que cometeu a falta”, comentou.

    A BandNews FM entrou em contato com a CBF solicitando uma entrevista com o chefe de arbitragem, Leonardo Gaciba, para esclarecer os pontos abordados neste texto.

    A resposta foi que ele não poderia atender devido à correria com os jogos da rodada.

    A reportagem insistiu, então, em ao menos um posicionamento quanto às questões levantadas. Eis a resposta: “Os casos que recebemos ofícios oficiais de reclamação dos clubes, encaminhamos para averiguação da corregedoria. Análises técnicas são feitas diariamente pela Escola Nacional de Arbitragem.”

     

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