Hipismo brasileiro vai se preparar na Alemanha para a Olimpíada


    A seleção brasileira de hipismo garantiu as vagas para os Jogos Olímpicos de Tóquio nas três provas da modalidade com um ótimo desempenho nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019, com destaque para o hexacampeonato nos saltos por equipes. Em Tóquio 2021, o Brasil está classificado no salto (3 atletas), adestramento (1 atleta) e no concurso completo de equitação (3 atletas).

    Com os resultados positivos, a Confederação Brasileira de Hipismo começou a se organizar para a logística da viagem ao Japão, que teve de ser reorganizada com o adiamento dos Jogos para o ano que vem. Uma estratégia importante será a estadia na Alemanha antes do embarque para o Japão.

    A diretora-veterinária da CBH, Juliana Freitas, explica em entrevista exclusiva à rádio BandNews FM, que são muitos detalhes para pensar como: o passaporte dos cavalos, barreiras sanitárias, transporte, ambientação e alimentação, sempre visando o bem-estar animal e obedecendo ao regulamento veterinário.

    “Depende muito de onde será a Olimpíada. Em Londres 2012, por exemplo, foi muito fácil pois já era uma rota do Circuito Mundial. Para Tóquio, os cavalos vão ser monitorados dois meses antes de embarcar, indo para locais mais controlados e com cuidados sanitários na América do Norte, Argentina ou Chile, por exemplo. Eles ficam dois meses nesses locais e sete dias antes de embarcar entram na quarentena, que será na Alemanha, com todo o suporte para os treinos. Temos de pensar muito no cavalo, pois ele não é um acessório. O cuidado é o mesmo do cavaleiro ou amazona. Tudo está esquematizado com as passagens compradas”, explica.

    Créditos: Juliana Freitas/Instagram

    O hipismo envolve uma série de peculiaridades não só por causa do cavalo, mas pela infraestrutura de uma competição. O planejamento conta com um detalhe muito importante, a inspeção veterinária, que antecede o concurso. O cavalo é apresentado pelo atleta ou tratador e passa por uma série de testes para estar apto a competir.

    “O animal chega com o passaporte para ser feita a identificação junto com a resenha descritiva do animal e a leitura do chip, conferíamos as vacinas e depois ele dá um trote, uma andadura mais rápida. E assim o veterinário avalia para ser se ele pode competir. Em alguns casos, se ele é reprovado na inspeção, tem a chance de uma segunda chance, pois às vezes ao chegar de viagem acontece alguma coisa e ele pode descansar e estar melhor. Nos Jogos Olímpicos, antes da prova final, é feita uma nova inspeção. Lembrando que não podemos aplicar analgésicos, no máximo um gelo ou massagem para evitar o doping”, conclui a veterinária.

    Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, as provas do hipismo serão no Parque Equestre Baji Koen, que também foi sede da modalidade em 1964, quando o Japão recebeu os Jogos pela primeira vez.

    Confira a reportagem para o quadro “Na Trilha do Pódio”:

    Confira a entrevista na íntegra com a diretora-veterinária da CBH, Juliana Freitas:

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