Inspirada em Atlanta 96, Valéria kumizaki vai lutar por medalha inédita nos Jogos de Tóquio


    A atleta da seleção brasileira de karatê Valéria Kumizaki vai disputar a primeira Olimpíada da carreira depois de uma longa experiência em competições internacionais. A modalidade vai estrear no programa olímpico em Tóquio 2021.

    Em Jogos Pan-Americanos, Valeria Kumizaki conquistou medalha nas quatro edições em que competiu. Ganhou a medalha de prata do Pan do Rio em 2007, bronze em Guadalajara 2011 e ouro no Pan de Toronto 2015 e em Lima 2019. Ela também foi vice-campeã mundial em 2016.

    Kumizaki começou a praticar a luta aos 16 anos e por sempre gostar de esportes, foi influenciada por uma amiga a começar aulas de karatê. Desde a morte do técnico Renato Franco, em 2014, ela treina sozinha e comanda própria carreira. Segundo Valéria, ainda não foi possível achar um profissional de confiança para uma nova parceria.

    A carateca cursou três anos da faculdade de veterinária, mas por precisar de dinheiro para bancar treinos e viagens e pela extensa carga horária do curso, teve de começar a dar aulas de luta e então, resolveu trocar de curso e estudar educação física.

    “O karatê é a minha vida. No começo eu sentia muita falta de um técnico, mas hoje em dia eu me acostumei. Como sou formada em educação física, estruturo meus treinos. Sinto falta das conversas na véspera das competições e do apoio nas viagens. Eu mesma avalio meus erros no tatame, filmo sempre as minhas lutas. Um sensei é algo muito sagrado, o meu brigava comigo até o fim e hoje em dia vemos que não é assim, falta uma afinidade que só é conquistada em anos”, completa.

    Créditos: Instagram. Valéria Kumizaki com a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019.

    Ainda criança, assistiu aos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, em casa e lembra com carinho da música tema “Reach”, interpretada e escrita pela cubana Gloria Estefan. A canção até hoje emociona a atleta e a incentiva a buscar uma medalha que ainda falta na carreira.

    “Meu professor sempre acreditou que eu poderia disputar uma Olimpíada e um Pan-Americano, sendo que eu nem tinha ideia da proporção destas competições. Pra gente que nunca participou, será o ápice da carreira. A música da Olimpíada de 96 me emociona, lembro até hoje da abertura e sempre quis ser atleta pela paixão pelos esportes”, afirma Valéria.

    A atleta, da categoria até 55kg, está em isolamento social em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, por causa da pandemia do coronavírus. “O problema é treinar em casa, que o chão é liso. Meu irmão me ajudou com acessórios de academia. Além disso, trabalho a parte mental com a coach Nell Salgado. Mas tem que ter uma rotina de treinos e seguir para estarmos preparados para o dia de amanhã, mesmo que ainda não tenha uma data para o pré-olímpico”, ressalta.

    Sétima do mundo no ranking mundial, Valéria Kumizaki é o principal nome do karatê feminino no país e está em busca da classificação para os Jogos Olímpicos de 2021.No ano que vem, em Paris, vai lutar no torneio classificatório, que foi remarcado por causa do coronavírus.

    Confira a entrevista na íntegra:

    Confira a reportagem do quadro “Na Trilha do Pódio”:

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