Isolada na China, Millene, ex-Timão, faz apelo para voltar ao Brasil


    A atacante brasileira Millene Fernandes, ex-jogadora Corinthians, está em Wuhan, na China, epicentro do coronavírus e quer voltar ao Brasil o mais rapidamente possível. Ela pertence ao Wuhan Xinji Uan e está no país desde o dia 17 de janeiro.

    Em entrevista à BandNews FM, a atacante disse que o clube a autorizou a negociar um empréstimo com alguma equipe brasileira, mas não há a previsão de quando ela conseguirá voltar.

    “Agora, o pensamento é realmente de que o futebol está em segundo plano. Em primeiro lugar, é saúde, vida. Nossa vontade é realmente deixar a China, voltar para casa, para perto da nossa família. Que o governo possa nos ajudar nesse momento. Só eles podem nos tirar daqui”, pede a atleta.

    A atacante Millene em ação pela seleção brasileira (Foto: Instagram)

    A cidade está fechada. Não entra e nem sai nenhum voo da região. O governo pode retirar as pessoas da China, desde que eles cumpram quarentena assim que desembarcarem. Millene disse que nenhum deles está infectado e que eles estão dispostos a cumprir o que pedirem.

    “É uma situação complicada, de preocupação mesmo. Estamos ficando o máximo possível em casa, para evitar o externo, porque não conseguimos controlar. Tentamos passar tranquilidade aos nossos familiares e mostrar que estamos bem. Hoje é o 12º dia que não saímos de casa para nada. Ficamos olhando um pouco da janela, é como se estivéssemos em uma cidade fantasma”, conta.

    “Graças a Deus, quando viemos para cá, trouxemos mantimentos. O clube tem prestado apoio, mostrado preocupação e fornecido o que precisamos. Isso nos deixa tranquilos para não precisar sair e procurar algo”, completa.

    A única maneira de deixar o país é se o governo brasileiro fretar um avião. “Eles não proíbem ninguém de sair. Somos 32 brasileiros e nenhum teve sintoma. Estamos dispostos a fazer tudo o que a lei pede em questão de segurança, de levar para nosso país. O que a gente mais quer é que o governo abrace essa causa, para que a gente saia daqui e deixe esse susto. Não é fácil, não dá pra ser resolvido em questão de horas, mas ficamos na expectativa”, finaliza.

    Corinthians

    “Eu posso ficar emprestada. Claro que o Corinthians seria o primeiro passo. É de onde saí, onde tive momentos maravilhosos e estão preocupados com a situação. Mas meu pensamento agora é apenas sair daqui e fazer com que o governo pense de uma forma diferente. ”

    Ouça a entrevista completa, com Eduardo Barão, Carla Bigatto e Felipe Bueno:

     

     

     

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