Tem Mulher na Área: CBF sob nova direção


    O futebol feminino brasileiro tem duas mulheres no comando há uma semana. O dia 2 de setembro foi histórico para a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), porque foi quando ocorreu o anúncio de que Duda Luizelli coordenará a seleção brasileira feminina, e Aline Pellegrino ganhará um cargo criado para ela: coordenadora de competições femininas.

    Duda e Aline, entre o presidente Rogério Caboclo, seguram as camisas com os números que utilizaram quando serviram à seleção (Foto: CBF)

    “Quando o presidente Rogério Caboclo falou que o objetivo da CBF era o apoio total ao futebol feminino e que gostaria de fazê-lo o melhor do mundo, o meu olho brilhou e vi que era eu a pessoa para estar aqui”, disse Duda.

    Aline Pellegrino sobe um degrau na carreira muito bem sucedida na Federação Paulista. Ela vai coordenar as Séries A1 e A2 do Brasileiro Feminino, o sub-18 e o sub-16.

    “Espero que eu seja um elo entre clubes, atletas, federações e a confederação, porque a gente está dentro da hierarquia deste processo. Venho com o objetivo da mediação entre eles, pelo desenvolvimento do futebol feminino no Brasil”, pontuou Pellegrino.

    O Tem Mulher na Área de hoje conversa com duas ex-jogadoras sobre o começo de uma nova era para o futebol feminino.

    Para a comentarista da Band e ex-atleta, Alline Calandrini, a entrada das duas profissionais é um marco para a modalidade. “Foi muito mais comemorado do que a vinda da Pia [Sundhage, treinadora da seleção principal], que é uma profissional muito gabaritada. Estamos com um espaço só para tratar o futebol feminino e com pessoas que conhecem muito bem. Se não for agora, não vai mais. Sempre critico a CBF sobre a falta de cuidado com a modalidade, mas, quando acerta, é importante elogiarmos”, destacou.

    Thaís Picarte, que foi goleira do Santos e hoje está na gestão do futebol feminino do clube, diz que a entrada de mulheres na CBF era muito esperado e que a entidade estava devendo nesse quesito. “Precisamos de mais mulheres nas diretorias, na gestão. Nossa confederação não poderia ficar para trás. Hoje, como gestora, vejo a diferença de você ter alguém que viveu a modalidade. Esperamos que deixem que elas trabalhem, sem muitas privações”, declarou.

    Confira o boletim do Tem Mulher na Área:

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